Archive for the 'Santos' Category

Nossa Senhora da Conceição Aparecida
Em meados de 1717, chegou a notícia de que o Conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, Governador da Província de São Paulo e Minas Gerais, iria passar pela Vila de Guaratinguetá. Então foram convocados pela Câmara os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves que saíram à procura de peixes no Rio Paraíba. Desceram o rio e nada conseguiram, depois de muitas tentativas sem sucesso, chegaram ao Porto Itaguaçu, a 12 de Outubro, onde lançaram as redes e apanharam uma imagem de Nossa Senhora da Conceição sem a cabeça, logo após, lançaram as redes outra vez e apanharam a cabeça, em seguida lançaram novamente as redes e desta vez abundantes peixes encheram a rede.
A imagem ficou com Filipe, durante anos, até que presenteou seu filho, que fez um oratório, onde passou a se reunir com os familiares e vizinhos, para receber todos os sábados as graças do Senhor por Maria. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil.
E em 1929 o Papa Pio XI declarou Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil!
Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida Santuário Nacional, sendo o “maior Santuário Mariano do mundo”.
Nossa Senhora da Conceição Aparecida, rogai por nós!



Santo do Dia

Author: alex
08 18th, 2011


Santa Helena

Flávia Júlia Helena, esse era o seu nome completo. Nasceu em meados do século III, na Bitínia, Ásia Menor. Era descendente de uma família plebéia e tornou-se uma bela jovem, inteligente e bondosa. Trabalhava numa importante hospedaria na sua cidade natal quando conheceu o tribuno Constâncio Cloro. Apaixonados, casaram-se. Mas quando o imperador Maximiano nomeou-o co-regente, portanto seu sucessor, exigiu que ele abandonasse Helena e se casasse com sua enteada Teodora. Isso era possível porque a lei romana não reconhecia o casamento entre nobres e plebeus.
O ambicioso Constâncio obedeceu. Entretanto levou consigo para Roma o filho Constantino, que nascera em 274 da união com Helena, que ficou separada do filho por quatorze anos. Com a morte do pai em 306, Constantino mandou buscar a mãe para junto de si na Corte. Ela já se havia convertido e tornado uma cristã fervorosa e piedosa.
O jovem Constantino, auxiliado pela sabedoria de Helena, conseguiu assumir o trono como o legítimo sucessor do pai. Primeiro, tornou-se governador; depois, o supremo e incontestável imperador de Roma, recebendo o nome de Constantino, o Grande. Para tanto, teve de vencer seu pior adversário, Maxêncio, na histórica batalha travada, em 312, às portas de Roma.
Conta a história que, durante a batalha contra Maxêncio, seu exército estava em desvantagem. Influenciado por Helena, que tentava convertê-lo, Constantino teve uma visão. Apareceu-lhe uma cruz luminosa no céu com os seguintes dizeres: “Com este sinal vencerás”. Imediatamente, mandou pintar a cruz em todas as bandeiras e, milagrosamente, venceu a batalha. Nesse mesmo dia, o imperador mandou cessar, imediatamente, toda e qualquer perseguição contra os cristãos e editou o famoso decreto de Milão, em 313, pelo qual concedeu liberdade de culto aos cristãos e deu a Helena o honroso título de “Augusta”.
Helena passou a dedicar-se à expansão da evangelização e crescimento do cristianismo em todos os domínios romanos. Às custas do Império, patrocinou a construção de igrejas católicas nos lugares dos templos pagãos, de mosteiros de monges e monjas e ajudou a organizar as obras de assistência aos pobres e doentes. Depois, apesar de idosa e cansada, foi em peregrinação para a Palestina, visitar os lugares da Paixão de Cristo. Lá supervisionou a construção das importantes basílicas erguidas nos lugares santos, dentre elas a da Natividade e a do Santo Sepulcro, que existem até hoje. Conta a tradição que Helena ajudou, em Jerusalém, o bispo Macário a identificar a verdadeira cruz de Jesus, quando as três foram encontradas. Para isso, levaram ao local uma mulher agonizante, que se curou milagrosamente ao tocar aquela que era a verdadeira.
Pressentindo que o fim estava próximo, voltou para junto de seu filho, Constantino, morrendo em seus braços, aos oitenta anos de idade, num ano incerto entre 328 e 330. O culto a santa Helena, celebrado no dia 18 de agosto, é um dos mais antigos da Igreja Católica. Algumas de suas relíquias são veneradas na basílica dedicada a ela em Roma.



Santo do dia

Author: alex
08 17th, 2011

Santa Beatriz da Silva ou Santa Beatriz dos Pobres

Nasceu em Portugal em 1424, como Beatriz da Silva Menezes, filha do Conde de Viana, e tinha 20 anos quando acompanhou a princesa Isabel de Portugal, para a corte espanhola. Pouco tempo depois, Beatriz tomou o véu do convento Cisterciano de São Domingos de Silos em Toledo, Espanha. Mais tarde Santa Beatriz fundou a Congregação da Imaculada Conceição, séculos antes da confirmação da definição da Perpétua Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria. Tempos depois, o Cardeal Cisneros concedeu a Congregação, a regra de Santa Clara de Assis (Clarissas Pobres).
Por isto é conhecida também como Santa Beatriz dos Pobres.
A Ordem da Imaculada Conceição a que este Mosteiro é incorporado, foi fundada por Santa Beatriz em 1489. A Ordem é totalmente de vida contemplativa. Vive o mistério de Cristo a partir da fé, da oração constante, da disponibilidade e do ocultamento silencioso. A clausura é um modo de unir-se mais profundamente à Paixão de Cristo e de participar de um modo especial do mistério pascal. Além de sinal de separação do mundo, essencial à vida contemplativa, a clausura constitui uma opção de solidão e de recolhimento vivendo como num deserto em despojamento e em amor a Cristo crucificado. Na sabedoria da Cruz manifesta-se o ocultamento da vida com Cristo em Deus. Este clima de recolhimento e de silêncio, facilita a oração, a ordem, a paz e a unidade da pessoa ao encontro com Deus, passando a ser sacrifício de louvor oferecido ao Pai em nome dos homens e mensagem de amor, de paz e de alegria que Deus oferece ao mundo.
Santa Beatriz morreu em 9 de agosto de 1492. Seu culto foi confirmado em 1926, e foi canonizada pelo Papa Paulo VI em 3 de outubro de 1976.

São Jacinto, Confessor

O santo de hoje nasceu no ano de 1183 em Cracóvia (Polônia) e chamava-se Jacó. Com o apoio da família, ingressou para a vida religiosa tendo conhecido São Domingos de Gusmão em Roma no ano de 1221. Desta forma, passou a fazer parte da Família Dominicana. Os Dominicanos, por sua vez, deram-lhe o nome de Frei Jacinto.
Documentos seguros indicam-nos que era pregador em Cracóvia, em 1228, no convento da Santíssima Trindade, e que pregava a cruzada contra os Prussianos em 1238. Morreu a 15 de agosto de 1257.
Era parente do Bispo de Cracóvia e durante a sua vida foram fundados os conventos de Breslau, Sandomir e Dantziga. Em 1228, a partir do capítulo geral dominicano de Paris, Jacinto juntamente com outros dominicanos foram transferidos para Rússia, onde sua evangelização atingiu também os Balcãs, a Prússia e a Lituânia. Substituíram os Cistercienses, menos bem preparados. Mas os Tártaros, em 1241 e 42, destruíram numerosos conventos e fizeram muitos mártires.
Depois da passagem deles, a obra apostólica foi retomada e Jacinto retornou à Cracóvia. Jacinto é considerado o apóstolo da Polônia. Desde 1260, três anos após sua morte, o seu túmulo atraía peregrinos. O culto dele abrangeu toda a Polônia. Foi canonizado pelo Papa Clemente VIII, em 1954.



08 16th, 2011

São Roque

São Roque

Originário de família nobre, distinta e abastada, São Roque nasceu em Montpellier, na França, em 1295.

Seu nascimento teve o significado de um grande dom de Deus e fruto das orações de seus pais. Libéria,
sua mãe, mulher virtuosa, era devotada de Nossa Senhora, a quem recorreu, pedindo a graça de ter um filho,
apesar de sua idade avançada. Foi atendida em seu anseio e dedicou-se com cuidado à educação de Roque,
incutindo-lhe desde cedo a devoção à Nossa Senhora.
Perdeu os pais entre os quinze e vinte anos, herdando um enorme patrimônio. Mas as aspirações de Roque
eram por outra herança: queria viver na pobreza, imitando a Cristo.
Assim, inclinado para a piedade, repartiu entre os pobres, em segredo, tudo o que pode colher de suas rendas.
Como a idade não lhe permitia dispor nem alienar seus bens de raiz, confiou-os a um tio, partindo sem nada para Roma,
mendigando pelo caminho.
Chegando a Toscana, em Aguapendente, viu a grande mortalidade causada pela peste. Levado pelo desejo de ser útil aos empestados,
pediu permissão ao administrador do hospital para assistir aos doentes, o que lhe foi permitido.
Logo que Roque se meteu entre os empestados, cessou a epidemia da doença naquela cidade. O mesmo se deu em Cesena e outras localidades;
dizia-se que a peste fugia de Roque.
Tomando conhecimento de que a epidemia chegara a Roma, Roque partiu imediatamente. Lá chegando, foi ouvido em confissão pelo cardeal Britânico
que então tomou conhecimento dos dons que o Santo possuía. Pediu-lhe para que suplicasse a Deus pelo fim do flagelo que atingia a cidade.
Roque fez a oração e sentindo que alcançara a graça, convidou o cardeal a agradece-la juntamente com ele. Mas esse fato se creditou à virtude do Santo.
Permaneceu em Roma por três anos, praticando a caridade na assistência aos enfermos. Ao retornar à França,
foi passando por localidades da Itália, onde já havia estado. Ficou por alguns anos nas cidades da Lombardia,
tratando os doentes a quem, muitas vezes, curava com o sinal da cruz.
Em Piacenza (Palencia), acabou por contrair a doença. Certa noite despertou com febre e dor aguda na perna esquerda, o que o fazia gritar.
A violência do mal não lhe permitia tranqüilidade interior. Para não perturbar com seus gritos os outros doentes do hospital,
dirigiu-se para fora da cidade, à entrada de um bosque, onde encontrou uma pequena choça que lhe serviu de abrigo. Esse foi seu refúgio para não perturbar ninguém.
Com a graça de Deus, Roque viu brotar perto da cabana, um manancial de água cristalina. Com ela, sentia mais alívio,
ao lavar suas feridas. Se não fosse um cão que todos os dias lhe trazia pão roubado da mesa do dono, teria morrido de fome.
O dono do cão, intrigado com a regularidade com que este lhe roubava o pão, seguiu-o certa vez, pela floresta,
encontrando Roque, de quem tornou-se amigo, fazendo o possível para ajuda-lo.
Curado da peste, Roque dirigiu-se para à França a fim de liquidar o restante de seus bens. Montepellier estava em guerra civil
quando lá chegou. Tido como espião, foi levado à presença do governador que era seu tio. Diante dele, sequer afirmou sua identidade.
Ninguém o reconheceu, pois os anos e a vida que levara alteraram-lhe a fisionomia e a aparência. Preso, ficou num calabouço
escuro durante cinco anos. Seu alimento era pão e água, passando os dias em oração. Sua consolação estava em Deus e na Virgem Maria.
O carcereiro da prisão admirava-se da extraordinária paciência do Santo e considerava-o diferente dos outros presos. Sentindo que a própria morte se aproximava,
Roque pediu a presença de um sacerdote para se confessar e comungar.
Por tudo o que disse, o confessor notou que aquele era um homem extraordinário e comunicou suas impressões ao governador.
Este, porém, desconsiderou a apreciação do sacerdote.
Completamente abandonado Roque, falecia pouco depois. Era o dia 16 de agosto de 1327. Ao descer ao calabouço,
o carcereiro viu uma luz muito brilhante saindo pelas brechas da cela. Abriu a porta e encontrou Roque morto, estendido no chão.
Difundiu-se pela cidade, rapidamente, a notícia de que havia falecido um Santo na prisão. Muitas pessoas dirigiram-se para lá.
Entre os visitantes, estava também sua avó, que reconheceu o corpo de Roque por uma mancha cor de vinho, em forma de cruz, que ele tinha no peito.
Ao ter conhecimento de que o morto era seu sobrinho, o governador ficou inconsolável pela dureza com que o tratara e providenciou suntuosos funerais.
O corpo de Roque foi conduzido triunfalmente pelas ruas da cidade, acompanhado de clero, nobreza e povo.
Em seu nome, logo aparecerem diversos e prodigiosos milagres. Durante o Concílio de Constança, em 1414,
São Roque foi invocado contra a peste que tomara conta da cidade. A partir dessa data, o culto de São Roque se estendeu por toda a Europa,
particularmente à Itália e à Flandres. Este culto foi solenemente confirmado pelo Papa Urbano VIII e por dois decretos da Sagrada Congregação
dos Ritos de 16 de julho e 26 de novembro de 1629.

Oração à São Roque

Glorioso São Roque, alcançai-nos de Cristo Nosso Senhor as graças que nos são necessárias para vivermos dignamente a vida cristã.
Aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade.
Seguindo o Vosso Exemplo queremos amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como Cristo nos mandou.
Queremos ajudar aos pobres, aos doentes, aos necessitados de toda a espécie, como vós mesmo o fizestes.
E que um dia, na glória do céu, nós possamos, convosco, gozar da vida eterna. Amém.

Oração à São Roque – Para alcançar a cura em qualquer enfermidade

Ó inefável padroeiro nosso, São Roque, pela ardente caridade com que amastes o próximo nesta terra,
chegastes a expor vossa própria vida para assisti-lo nas necessidades e doenças, especialmente nas moléstias contagiosas.
Oh! Fazei que estejamos sempre livres dessas terríveis enfermidades e livrai-nos da peste ainda perigosa que é o pecado. Amém.



Santa Sarah Kali

Author: admin
01 28th, 2009


Pouco se sabe sobre o nascimento de Jesus.
Acredita-se que tenha ocorrido em uma gruta, pois os essênios, que eram um povo muito esclareciso, costumavam utilizar estelocal como hospital, pois oferecia condições ideiais para doentes e convalescentes da região.

O texto apócrido de Thiago mostra que os anjos trouxeram uma parteira, Sarah, que mal conseguia ver Maria, devido à luz que o espaço emitia.

Sarah aproximou-se de Maria e observou que seus seios estavam cheios de leite, e que o nascimento de Jesus nao tinha tirado a virgindade.

O bebê nasceu limpo, como se o parto tivesse sido dirigido pelos anjos.

Sarah acompanhou a vida de Jesus com discrição. Provavelmente vivia com Maria, como escrava, Maria Madalena ou com José de Arimatéia, tio-avô de Jesus.

Após a morte de Jesus, os textos apócrifos relatam que as três Marias dirigiam-e para o sul da França. Alguns relatos dizem que elas foram atiradas em um barco, sem remos ou provisões.

A barca acabou atracando na Praia de Maries-de-la-Mer, na foz do Rio Ródamo.

Pouca gente sabe, incluindo os ciganos, que Sarah não foi apenas a criada de Maria, mas sua parteira!

Era egípcia, tinha a cútis escurecida pelo sol e Jesus a tinha em grande estima.

No dia consagrado à sua homenagem, na França, o padre da cidade costuma levar ao mar a barca com sua imagem.

Os ciganos vestem-se de forma alegre, porém recatados. Não é admirável, em uma festa comemorativa, as mulheres usarem saias acima dos joelhos, por exemplo. Os homens ciganos vestem roupas escuras e as mulheres saias multicoloridas, com suas jóias.

Dizem s ciganos que Santa Sarah Kali só tem olhos para eles, que conhecem as tradições e que encontram-na na sombra da cripta.

Antes que colocassem grades no seu monumento e fecharem seu acesso à noite, os ciganos viajantes pernoitavam e pediam proteção a Santa Sarah, oferecendo velas à “Virgem Negra”.

Paralelamente a história de Sarah chegou à Índia, onde os ciganos a associaram à deusa Kali, negra, poderosa, transformadora.

A peregrinação que os ciganos fazem ao local onde está a estátua de Santa Sarah tem uma intenção diferente à dos católicos.

Eles sabem que os objetos mortos só podem viver à medida que os homens lhe dão vida.

A proteção de Sarah confere às pessoas emanações sempre benéficas, que representam simbolicamente ventre da sua mãe, seu sorriso, a irmã e a rainha: a “phuri dai” secreta dos Roms.

Dizem que a pessoa de bom coração consegue ver o sorriso na estátua de Santa Sarah.

Se um dia tiver a oportunidade de visitar sua gruta, entre com os pés descalços, com duas velas azuis nas mãos, e olhe para ela com seus olhos bem abertos. Aproxime-se lentamente sem desviar o olhar. Quando sua boca estiver perto da dela, a verá sorrindo e pronunciando seu nome!

Feche os olhos, depois abra-os lentamente. Verá que tanto seu sorriso quanto o dela estarão diferentes.


Você também pode pedir proteção à Santa dos Ciganos com esta oração: “Fique sempre à minha frente, sempre atrás, do lado esquerdo, do lado direito. Ensine-me a caminhar e sempre perdoar.”


Fonte: Livro Histórias, Dicas e Magias – Monica Buonfiglio