OVNI é avistado no interior do Rio Grande do Sul


Quando saiu de casa para ver por que os cachorros latiam sem parar, pouco depois das 21 horas dessa segunda-feira, o vendedor Gilmar Wiesner, de 36 anos, levou um susto. Ao mirar o céu em direção aos fundos da propriedade, no distrito de Rio Pardinho, ele viu um objeto luminoso, do tamanho de um avião de grande porte, parado no ar. Sem emitir qualquer ruído o equipamento passou a mover-se rapidamente de um lado para outro, até desaparecer na escuridão cerca de 20 minutos depois. O mesmo objeto teria sido visto também na noite de segunda-feira em Linha Nova, intrigando os moradores do interior de Santa Cruz.


Wiesner conta que ficou assustado com o que viu. “Primeiro pensei que fosse um avião, mas logo vi que não. Quando aquilo começou a se mexer, disparando muito rápido de um lado para outro sem fazer barulho, tive certeza que não era”, relatou, arriscando que tratava-se de um disco voador. “Logo chamei o pessoal para ver também. Ficamos impressionados.” Segundo ele, o objeto não-identificado tinha uma luz muito forte, em tom alaranjado, e formato semelhante ao de um charuto. “Aquilo subia, descia, ia pra frente, pra trás. Uma hora chegou a uns 200 metros de onde estávamos, passando perto dos eucaliptos. Se chegasse mais perto eu ia me mandar”, garantiu.


O vendedor ainda tentou filmar a aparição utilizando uma câmera digital, mas a imagem ficou completamente escura. Há apenas o áudio com os comentários das testemunhas, incrédulas com o que viam. Os moradores também tentaram, sem sucesso, fotografar o objeto utilizando o celular. A dona de casa Graziela Wiesner, 28, também presenciou a movimentação do artefato luminoso no céu de Rio Pardinho, em direção aos morros de Boa Vista. “É uma coisa impressionante, inacreditável. Só vendo pra crer”, relatou ontem à tarde. Ela disse que até então não acreditava em discos voadores. “Mas agora mudei de idéia.”


Simone Wiesner estranhou quando chegou da cidade e encontrou os parentes na rua, apavorados olhando para o céu. “Eles contaram e confesso que não dei muita atenção. Mas mais tarde me chamaram, saí para a rua e vi. Já estava longe. Era um ponto luminoso de aproximadamente dois centímetros. Impossível de ser um avião ou qualquer coisa parecida. Pensamos até que fosse um canhão de luz, mas não tinha o feixe. Era só o ponto luminoso mesmo, que sumiu rapidamente.”


Ontem, ao saber do mistério na vizinhança, a safreira Tânia Maria Müller, 59, ficou frustrada. “Não só acredito como queria ver um disco voador novamente.” Ela conta que no início da década de 1950, quando tinha 4 anos, por pouco não foi levada por extraterrestres nos fundos da propriedade da família, a poucos metros de onde o objeto foi avistado segunda-feira à noite. “Eu ia em direção ao milharal com a minha mãe quando ela gritou, em alemão, para eu correr. Olhei para o lado e vi um disco voador, bem baixinho, de onde saíram dois homens com roupas prateadas. Iam me levar pra fazer alguma experiência”, acredita. No lugar onde os supostos ETs teriam tocado o solo, durante anos não nasceu grama. “Parece que queimou a terra”, acrescentou Tânia, apostando que “há muito mistério nesse céu azul”.




Há exatamente um ano, um mistério parecido intrigou moradores do interior, mas por pouco tempo. Um objeto alaranjado, composto de uma espécie de pára-quedas e componentes eletrônicos, caiu em uma propriedade em Linha Andrade Neves. Logo se constatou que tratava-se de uma sonda meteorológica fabricada na Finlândia.


“Em 1998 foi feito um vídeo de 20 minutos que mostra um objeto cilíndrico pairando sobre Santa Cruz. Ele emitia muita luz e aparentemente girava em torno do próprio eixo” – informou Rafael Amorim, um escritor da revista UFO.


Fonte: Jornal Gazetado Sul






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